Entendendo um pouco mais sobre o Parkour.
Década de oitenta. Espelhado em uma técnica de combate do exército francês e em um momento de inspiração brilhante de David Balle, surge o Parkour, prática que desafia seus praticantes a sair em disparada, no ambiente urbano, correndo livremente e tendo como principal desafio não parar de correr. Ou seja, seria necessário superar qualquer obstáculo que estivesse presente no traçado do tracer, sendo eles muros, grades, grandes alturas, o que fosse.
E quem diria que depois de algum tempo, a prática tomaria perfil de esporte, e até mais que isso, criaria e ofereceria uma proposta de ideologia, uma filosofia de vida.
Devido a dificuldade técnica e física que o parkour pode oferecer, os tracers precisam estar em prefeito equilíbrio mental e físico, para dessa maneira, conseguir superar os obstáculos que o percurso tem a oferecer. Filosofia de vida do parkour.
Do ponto de vista de um dos criadores do esporte, o parkour põe o tracer em posição de dsafio e superação, que leva a uma prazerosa sensação de satisfação, missão cumprida e crença de que tudo é possível. Logo, os tracers sentem-se capazes de superar qualquer obstáculo, tanto no percurso, quanto na vida, já que o principal desafio para o tracer é superar a si mesmo, acreditar, se dedicar e se condicionar fisicamente para poder, de maneira leve e livre, praticar o parkour.
Mas, teria realmente o parkour o poder de criar uma ideologia a ser seguida por milhares de pessoas pelo mundo? O tempo tem mostrado que sim. Ao passar das décadas, a pratica chamou atenção e ganhou visibilidade ao aparecer, e, de certa maneira, ser tema de filmes, vídeos (curtas), desafios, fossem atraídas pela curiosa prática de correr livremente sem permissão para parar.
Como o parkour não distingue gênero, classe social, etnia, crença, nem sequer nenhum estereótipo, a diversidade, a diversidade faz com que os grupos que fossem criados, se tornassem mais que um grupo, uma família, e assim se consideram os tracers que tem a prática como filosofia de vida. Eles não fazem parte de um mero grupo de prática de parkour, eles fazer parte de uma FAMÍLIA. E por que dizem isso? Sabemos que o parkour exige do físico, e logo, da mente, então é normal que a pessoa que esteja disposta a se tornar tracer, encontre dificuldade no início, para conseguir chegar a um ponto de condicionamento físico que permita exercer a prática de maneira extremamente técnica. Logo, aqueles que já praticam o esporte a mais tempo, e aparecem como veteranos que não enxergam limites para os novos praticantes, apoiem e continuem incentivando os novatos, até que o objetivo de cada praticante seja alcançado, coisa que não é muito fácil de conseguir, já que podemos até comprar o parkour a artes marciais orientais que exigem total dedicação e concentração. Dessa maneira, temos em grande maioria jovens, de culturas e classes sociais totalmente diferentes, com linguagens e experiências de vida totalmente diferentes, se ajudando em prol do bem coletivo, já que o espote significa superação, controle mental e físico, superar obstáculos no percurso, superar obstáculos na vida. Todos em busca da superação coletiva.
Assim, basta vestir uma roupa leve (não existe uniforme, equipamento ou materiais obrigatórios para a prática do parkour), procurar uma "família" e experimentar uma experiência psicológica e física um tanto quanto desafiadora que é de maneira sem igual!!!!
Nenhum comentário:
Postar um comentário